quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Colisões que resultou em sete mortes.

Perícia do caminhão que causou acidente na BR-386 deve ter início em 10 dias, acredita delegado Ricardo Duarte/Agencia RBSO inquérito que irá apontar as causas do acidente que matou sete pessoas no início da noite de quarta-feira na BR-386, em Pouso Novo, deve demorar cerca de 60 dias para ser concluído, conforme o delegado José Romacir dos Reis, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Estrela e responsável por Pouso Novo.

Além de depoimentos de testemunhas, será feito pedido de perícia mecânica no caminhão que teria causado o fato, o que deve começar a ser realizado em cerca de 10 dias, acredita Reis.


— Em princípio, não haveria indiciamentos, pois o suposto causador (o motorista do caminhão) morreu. Agora, se foi entregue a ele um veículo que estava com defeito, pode haver responsabilizações — afirma.

O caminhão que estava carregado de trigo foi recolhido pelo guincho ao município de Fontoura Xavier.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu no final do trecho de oito quilômetros de serra da rodovia que liga Canoas, na Região Metropolitana, até Iraí, no Noroeste. Na altura do km 308, são quatro pistas, duas no sentido Capital-Interior e duas no sentido contrário, segundo a PRF.

Mesmo assim, região é considerada um dos pontos críticos da BR-386, bem como o perímetro de Fontoura Xavier, avalia o inspetor Adão Vilmar Madril, chefe da 4ª Delegacia da PRF no Estado.

Testemunhas disseram à polícia que o caminhão trafegava em alta velocidade no sentido Interior-Capital e bateu na traseira do Tipo, que invadiu a pista contrária e chocou-se com o Uno. Em segundos, ambos os carros pegaram fogo. Um Corolla que trafegava na pista da direita, sentido Capital-Interior, também foi atingido, mas teve apenas danos materiais. Enquanto isso, o caminhão seguiu desgovernado e atingiu a traseira do Premio e o carregou para fora da pista. Ambos os veículos foram parar em um matagal à margem da pista contrária.

— Foi uma fatalidade. Se o Uno não estivesse ultrapassando o Corolla, o que não era proibido, talvez não teria havido a colisão com o Tipo. E também se os carros não tivessem pegado fogo podia ser que nem todas as vítimas morressem — diz Madril.

O inspetor sugere ainda que um objeto de contenção entre as faixas de rolamento no trecho, como uma mureta, poderia ter evitado o choque entre o Tipo e o Uno. O socorro às vítimas também demorou a chegar no local devido aos 40 quilômetros de distância até o posto de atendimento mais próximo, em Lajeado, conforme Madril.



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